Descrição
É curiosa a forma como uma paixão que por muitas vezes (se não sempre) pode vir a dar lucro a poucos, e lucros significativos, semanalmente revela como por muitas vezes indivíduos põe em prova sua sanidade e dignidade. Comportamento esse desempenhado pelos “consumidores”.
Se hoje escolho falar sobre isso, de fato o objetivo do que é ou deveria ser entretenimento têm tomado contornos de segregação e até mesmo milícias (sem exagero). Hora, o que mais poderia levar um homem que paga seus impostos,possuí seus objetivos de vida e se diz um cidadão respeitado a tratar dias e até semanas de sua vida baseado num resultado de um jogo de 90 minutos? Tudo bem que os mais preciosistas digam que temos os acréscimos... ou pior: deixar sua mulher em casa sozinha com tempo de sobra para usar todas as peripécias possíveis com o lateral esquerdo do time da rua de trás?
Pondo de lado todas as circunstâncias mais maléficas que podem vir a ocorrer, vejamos o caso da atribuição de importância e terapia de eliminação de stress. Se uso termos maquiados qualquer um pode entender que o torcedor por si só não se importa em não entender a economia que rege o sistema e que o controla,mas não lembrar do zagueiro que levou cartão amarelo aos 28 do primeiro tempo é um incesto! E se ele (ou nós, já que todos nós mortais temos nosso próprio método) não tem escolha, já que esse é o assunto que domina, essa é uma visão para outras crônicas. Por outro lado , é possível também que toda aquela gritaria e palavrão contra o meia que não tocou na ponta e o técnico que pôs aquele atacante grandalhão ao invés do velocista que você queria tenha na verdade alguma ligação paranormal com a hora extra que seu chefe impôs na terça retrasada, no ônibus lotado toda manhã ou até mesmo no troco passado apenas com moedas de 5 centavos pelo caixa da padaria ,que você fingiu entender,mas se aquele lateral direito lento prender muito a bola no domingo aí já é demais! Deve haver uma conspiração contra você!
Enfim, os espetáculos esportivos e principalmente os futebolísticos têm a capacidade de agregar não apenas torcidas numa diversão temporária num jogo que não controla nada além de suas quatro linhas, mas que funcionam como verdadeiros termômetros do estado espírito de várias pessoas ou mais, uma saída para todos que desejam ter sua opinião escutada, já que todos se apropriam de dizer o que deve ou não ser feito seja na final do campeonato, seja na pelada dos motoristas contra os garçons na quarta à noite. Reações que diferem de outros espetáculos como peças ,shows musicais e produções cinematográficas.
Perpetuação moderna da política do pão e circo, produto das condutas da sociedade ou mesmo teste pra cardíaco e amigo paciente, o futebol já se internalizou na personalidade e na própria expectativa de bem-estar de quem paga ingresso e muitas vezes desfrutam de péssimos atendimentos. Ele, o torcedor, é (em via de regra) consumidor, e assim sendo deveria ser bem tratado (quem disse mesmo que o freguês sempre têm razão?) mas ele é o único que possuí benefícios invisíveis mas retorna ao estádio na semana seguinte e se orgulha em usar a camisa na segunda-feira.Além disso, o ingresso pago na bilheteria terá sido desperdiçado se a bola não balançar a rede. Muito já escutei sobre esse assunto que esta é a forma encontrada pelas camadas menos favorecidas para aceitar e tolerar a realidade a que está inserido. Seria uma anestesia social. Mas esse comportamento também é nítido nas classes mais altas o que me leva a pensar que o “projeto” do futebol deu muito certo.
O que mais chama atenção é ver que os “profissionais” da área e que por isso deveriam de fato se importar com o que houve e se foi, por muitas vezes não assume metade da “responsabilidade” e do papel que é aderido por quem está na arquibancada. Esse jogo de interesses também é tema que desfrutaria de mais atenção em outra oportunidade. Emoções, frustrações que fazem do esporte bretão traço característico da cultura e reflexo de nossos aspectos sócio-culturais.
Por Jadie Tavares
Sistema de Origem
Iteia
Autor/a
Descrição
A Lume foi formada no final de 2012 por músicos oriundos de outros projetos musicais. Encontraram-se devido a dois tributos realizados em homenagem a banda brasiliense Legião Urbana e também devido a outros eventos.
O grupo tem como proposta tocar canções próprias e versões de bandas, ou músicos, que influenciaram a formação musical dos componentes.
Tem, como forte característica em suas músicas, o rock nacional dos anos 80 incrementando ainda com alguns elementos do blues e do hard rock. Suas letras contêm bastante criticas social e política. Algumas canções tratam de sentimentos de uma forma muito peculiar, as quais, cada um poderá ter suas impressões de formas distintas.
Formação da banda e integrantes:
Jose Everson (Verson) e Penélope Fernando (guitarras)
Léo Leal (Baixo)
Jadie Tavares (Bateria)
Vlademir Gomes (Voz)
Coletivo
tamanho
0
Usuário/a
lume


