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Crítica Team.Radio- Summertime

EMBARQUE NO SONHO DA TEAM. RADIO!
Banda Pernambucana combina intimismo e competência numa única estação

Por Jadiewerton Tavares

Banda de post-rock pernambucana formada em 2008, a Team.Radio propõe um som diferenciado do que se está acostumado em se tratando de Pernambuco. O grupo composto por Roberto Pardal, Thiago Gadelha, André Maranhão, Arthur Azoubel e Marina Silva produzem músicas cantadas em inglês ambientadas sob sintetizadores, timbres suaves e vozes que se assemelham a sussurros, agregando nítida influência de grupos como Clube da Esquina e My Bloody Valentine em sua verve musical. Após sucessivas mudanças em sua formação, a Team.Radio acaba de lançar seu terceiro EP intitulado Summertime através da parceria com três selos virtuais: RockinPress, Sinewave e Popfuzz Records. As cinco faixas do EP mostram as principais características da banda, com músicas longas, experimentalismo e delicadeza nos arranjos.
A Faixa Homônima possuí o aspecto instrumental como predominante sob a liderança de guitarras milimetricamente dedilhadas e sintetizadores propiciando espaço para o encontro com os vocais “arrastados” que marcam presença até o final da canção. Já em French Doll, os timbres escolhidos são mais incisivos, assim como a bateria têm papel mais atuante pelo menos no que compreende viradas. É canção com apelo mais pop no EP. Sua melodia faz lembrar grupos como Cranberries ou The Cardigans. A Team.Radio dá continuidade a sua jornada autoral com variações na estrutura musical numa mesma canção, em que tanto as guitarras e sua sincronia entre si, a base que o sintetizador proporciona e o setor rítmico do grupo com a bateria repleta de marcações com diferentes timbres de prato e mesmo notas fantasmas evidencia a sensibilidade do grupo em compreender o instante em que se deve acelerar ou diminuir o tom em força do intimismo que a música permite. Na instrumental Vegas temos um bom exemplo disso.
Come on apresenta a continuação sistemática da proposta da banda, mas desprovida de qualquer monotonia e repetição. A letra é cantada de forma melancólica e os vários arranjos já tão citados, são carregados e têm a companhia de marcações que reverberam a identidade do grupo em seus quase nove minutos de duração que se encerram lentamente. Os 38 minutos que preenchem o EP se encerram com Albatross e seu final distorcido, a canção mais triste neste trabalho do grupo.
De fato a Team.Radio demonstra como seus integrantes primam pelo trabalho minucioso e bem executado dentro do que se propõem a fazer, com atmosfera hipnotizante e que no mínimo aguça a curiosidade de quem não acompanha tanto o gênero. A banda dispõe de músicas compostas de forma muito bem detalhadas e envolventes oferecendo ao ouvinte uma verdadeira viagem sonora com clima intimista que sempre se renova e possui elementos que agregam valor e expressão própria ao som do grupo, como vozes bem sincronizadas e um aspecto sonoro surreal e bem executado que comprovam sua competência e completam sua mensagem em favor da música antes de qualquer coisa. Acordes certeiros que demonstram todas as suas habilidades tanto como instrumentistas quanto executando em conjunto são explícitos. Mais uma ótima surpresa pernambucana.
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