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Enviado por
Ponto de Cultura Coco de Umbigada (PE)

18/01/2008 - 17:23

Sambada de Coco

Autor(es)
Beth de Oxum (PE)

A Sambada de Coco, no início era transmitida pelos Mestres João Amâncio e Zé da Hora, que no século passado realizavam entre seus parentes e a comunidade da Aldeia de Paratibe na Cidade de Paulista- PE, a manifestação espontânea e tradicional conhecida no Nordeste como Sambada de Coco. Com a morte dos mestres o coco se cala na Aldeia por quase 40 anos.

 

Em junho do ano de 1998 Beth de Oxum retomou a luta pela preservação da Sambada de Coco com seu marido, o percurssionista Quinho Caetés e os filhos Oxaguiam, Yalodê e Mayra Akarê - neto e bisnetos dos saudosos coquistas, articula toda a família e a comunidade, recupera a secular zabumba que era usada pelos saudosos mestres e com muita auto estima todos voltam a realizar a Sambada de Coco na Aldeia todo último sábado do mês.

 

Na continuidade da ação de valorização, difusão e preservação da memória da brincadeira do Coco, neste mesmo período no bairro do Guadalupe na cidade de Olinda-PE, onde Beth de Oxum já tinha articulação e mobilização popular nesta comunidade pelo seu Terreiro, deu início ao Projeto “No Guadalupe o Coco é de Umbigada”. Começando no quintal do terreiro , e por fim ganhou a rua, transformando-se na tradicional Sambada de Coco do Guadalupe,

 

Ao longo desses 9 anos vem mobilizando um público de aproximadamente 2.000 mil pessoas por Sambada, entre coquistas, mestres griôs, artistas, produtores culturais, educadores, gestores públicos, turistas, agentes jóvens e a comunidade e seu entorno, realizando um trabalho contínuo de inclusão sócio-cultural e geração de renda.

 

Recebe, oportuniza e revela diversos mestres anônimos da cultura popular do coco, construindo uma relação de convívio harmônico do passado com o presente, na perspectiva de continuidade no futuro com a brincadeira do coco e suas vertentes.

 

Garantir a continuidade da Sambada de Coco promoveremos a difusão desta manifestação cultural, estimulamos e geramos auto-estima em outros grupos e nas comunidades tradicionais em que os folguedos se foram com a morte dos mestres.

 

Em novembro de 2004 nossa ação de preservação da brincadeira do coco foi legitimada, o Ministério da Cultura reconheceu o Terreiro da Umbigada como Ponto de Cultura, onde passamos a ministrar para 64 jovens da comunidade do Guadalupe, oficinas de capacitação profissional em música, teatro, cidadania e vídeo, demonstrando uma política pública cultural comprometida com as entidades que tem a Cultura como gestão e traz o empoderamento de suas comunidades através da valorização e difusão da Cultura Popular.

 

Hoje vivemos um momento de ruptura e mudança de paradigma para nossa Cultura Popular, já não é mais proibido por lei sambar o coco, dançar o jongo, fazer louvação aos Orixás ou cantar as Loas dos Tradicionais Maracatús, já não convivemos com a intolerância da política pública para com as brincadeiras do nosso terreiro, vivemos um momento de empoderamento de nossas comunidades tradicionais e de auto-estima dos nossos mestres de tradição oral, embora paradoxalmente convivemos com a intolerância da mídia que ainda muito sataniza o que temos de mais sagrado.

 

“Promover a cultura popular é combater este histórico de intolerância e garantir a continuidade, sustentabilidade e a difusão destas brincadeiras” - Beth de Oxum

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Comentários

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  1. Neto Tranca Rua comentou:

    24.03.2009 - 23h30

    Nós não tivemos a graça de participar da sambada coco do mes de março mas desfrutamos de cinco dias de oficina do dia 13 a 17, com toda equipe do ponto de cultura, um braço a todos, que a luz da encantaria real ilumine todas comunidades de Olinda-Pe.

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