Pular a navegação e ir direto para o conteúdo

Tecnologia Achix
Busca
Busca Avançada
Entrar | Não é cadastrado?
Você está em: Início » Jornal iTEIA » Poemas de Valdeck Almeida de Jesus no Happy Hour de Anand Rao

Jornal iTEIA

23.02.2014 - 18h41

Poemas de Valdeck Almeida de Jesus no Happy Hour de Anand Rao

Por: Anand Rao

ampliar Foto: Pós-Lida (James Martins)
Valdeck Almeida de Jesus recitando no Pós Lida

Poemas de Valdeck Almeida serão lidos no Happy Hour com  Anand Rao. Para assistir via web acesse www.ustream.tv e procure o canal Sarau do Anand Rao e pelo facebook acessar:www.facebook.com/saraudoanandrao, clique no curtir e no aplicativo Ustream Live, um U dentro de um quadrado azul e depois na tela da TV que vai aparecer.


 


VALDECK ALMEIDA DE JESUS (1966) é jornalista, escritor e poeta com mais de quinze livros publicados. Embaixador da Divine Académie Française des Arts, Lettres et Culture, Embaixador Universal da Paz, Membro da Academia de Letras do Brasil, Academia de Letras de Jequié, Academia de Cultura da Bahia, Academia de Letras de Teófilo Otoni, Academia Nevense de Letras, Ciências e Artes – ANELCA, Poetas del Mundo, Fala Escritor, Confraria dos Artistas e Poetas pela Paz, da União Brasileira de Escritores – UBE e União Baiana de Escritores - Ubesc. É presidente do Colegiado Setorial de Literatura para o biênio 2013/2014, junto à Fundação Cultural do Estado da Bahia, entidade ligada à Secretaria de Cultura do Estado da Bahia. Diretor Geral da União Baiana de Escritores – UBESC para o biênio 2013/2014.


Site www.galinhapulando.com


 


Meu novo suicídio


 


Desnecessitando


de aprovação


me pergunto


quantas vezes


preciso morrer


no trabalho


na família


entre "artistas"


pela incompatibilidade


com a Terra


ou dela comigo


me pergunto


quantas concessões


renúncias


desistências


para ser aprovado


no vestibular


da minha morte


da minha negação


 


Tripé da Inquietude


 


Se todos têm razão


Se cada um realiza


Não há por que ‘senão’


Não há por que baliza


Se todos têm razão


Não há ninguém errado


Não necessita carta


Tampouco jogo e dado


Tripé de duas pernas


Não pode se firmar


Então minha razão


Não pode ultrapassar


Não pode invadir


Nem pode sufocar


 


(Sem Título)


 


Ninguém chega ao topo sozinho


Mesmo que não enxergue


Ou finja não ver


Ao longo do caminho


 


Ninguém chega ao topo sozinho


Mesmo que não enxergue


Diversidade de cores


E de bastidores


 


Ninguém chega ao topo sozinho


Mas cair todos podem


Se achar que o poder


O mantém no caminho


 


Ninguém chega ao topo sozinho


E nem lá se mantém


Sem ajuda de ninguém


E nem lá se mantém, sozinho


 


Procura-se poeta


 


Paga-se bem


Para carregar


caixas de livros


nas costas


tomar sol


em feiras e praças


sorrir e alegrar


a vida de


quem precisa


precisa-se


de poeta


que saiba rimar


amor com alegria


não reclame


do salário


não me deixe


solitário


e, se precisar


me ponha


pra dormir


com canção


de ninar


 


(Sem Título)


 


Tenho medo de teóricos


de gente de gabinete


tenho medo de pessoas


que vivem em gaiolas


nos mundo das ideias


tenho medo de teóricos


que não pisam na lama


que não saem da cama


que falam do que não vivem


e pregam caminhos


para quem não conhecem


tenho medo disso


das revoluções mentais


sem sal, sem açúcar


sem gosto de sangue


sem gosto de mangue

Este conteúdo tem 0 Comentários

Neste espaço não serão permitidos comentários que contenham palavras de baixo calão, publicidade, calúnia, injúria, difamação ou qualquer conduta que possa ser considerada criminosa. A equipe do portal iTEIA reserva-se no direito de apagar as mensagens.

Deixe um comentário








Parceiros
Cooperação
Integração
Realização
Patrocínio

Ir para o topo