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Jornal iTEIA

31.01.2018 - 22h12

INCURSÃO POLICIAL DESRESPEITA TERREIRO DE CANDOMBLÉ NO SUBÚRBIO FERROVIÁRIO DE SALVADOR

Fonte: ASSOCIAÇÃO CULTURAL ILÊ AXÉ TORRUN GUNAN



O Ilê Axé Torrun Gunan vem a público manifestar o seu repúdio e denunciar mais um ato de intolerância religiosa, racismo Institucional e agressão sofrida, no último sábado, 27.01.2018, praticados por policiais militares da RONDESP 22.203, PETO 9.3111 e 9.3112 que invadiram o templo religioso dando tiros, agredindo e apontando armas na cabeça dos FILHOS DE SANTO sob a alegação de que “damos guarita para marginais da localidade”.



Dessa vez, sob alegação que estavam em troca de tiros com criminosos e sem qualquer aviso adentraram e atiraram contra o Terreiro, deixando várias marcas de bala nas paredes do barracão e no Quarto de Santo colocando a vida de todos em risco. Por intercessão divina o pior não aconteceu, pois estávamos trabalhando com portas e janelas abertas, como de costume. Por exigir respeito ao templo sagrado e pedir a retirada dos policiais, o Ogã Eduardo Machado foi preso por desacato e resistência à prisão.


Estamos cientes que tais ações estão inseridas em um contexto amplo de violência, desigualdade, racismo e desrespeito religioso contra a população Negra e, em particular ao Povo de Axé. Apesar das garantias constitucionais, os templos de Matriz Africana estão desprotegidos e os adeptos vulneráveis as ações truculentas, seja pelo poder paramilitar ou pelo aparato de segurança pública do estado da Bahia que não se posiciona diante as arbitrariedades, pelo contrário, fomenta mecanismo de justificativa para tais ações, tendo em vista que não há justificativa a não ser o racismo institucional engendrado nas Instituições públicas, principalmente na Segurança Pública.

Sabemos que não é um caso isolado de perseguições policiais aos cultos afro-brasileiros, pois no mês de agosto do ano passado, houve também a invasão do terreiro Hunkpame Savalu Vodun Zo Kwe, no bairro da Liberdade, com as mesmas características tiveram seu patrimônio vilipendiado e violentado por quem deveria fazer a nossa proteção, a Polícia Militar da Bahia.

O Ilê Axé Torrun Gunan está inserido na ocupação Quilombo da Lagoa, atual comunidade Morada da Lagoa e desde 2007, vem atuando com diversos parceiros desenvolvendo atividades socioculturais ofertando cursos, palestras à Comunidade por meio dos saberes tradicionais. Somos uma instituição religiosa, não acobertamos nenhum tipo de transgressão, e já estamos tomando as devidas providências jurídicas para que o Estado se posicione e que esse triste evento não se repita.

E por fim, neste documento exigimos um posicionamento e investigação por parte da:

a) Secretaria de Segurança Pública;

b) Secretaria Estadual de Promoção à Igualdade Racial (SEPROMI); 

c) Núcleo Afro da Polícia Militar (NAFRO);



ASSOCIAÇÃO CULTURAL ILÊ AXÉ TORRUN GUNAN



Publicado por: Valdeck Almeida de Jesus em 31.01.2018 às 22h02
Tags: racismo, religião de matriz africana
Canais: Outros

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