Na abertura do FISL mesa proposta pelo Pontão Minuano Digital aborda desafios e alternativas para viabilizar o trabalho em rede.
Jornal Iteia
Pedro Jatoba do Instituto InterCidadania foi um dos participantes da mesaEntre as primeiras atividades do FISL9.0 foi realizado um debate “Desafios do Trabalho em Rede”, organizado pelo Pontão Minuano Digital. A mesa foi composta por Sady Jacques coordenador Geral da Associação Software Livre.org, Felipe Santos coordenador do Pontão Minuano, Rozane Dalsasso da Regional do Minc-RS, Josué Lopes representante da ABRACO (Associação Brasileira de Rádios Comunitárias), Dione Manetti diretor do SENAES (Secretaria Nacional de Economia Solidária), Vander de Paula do Ponto de Cultura De Olho Na Cultura/Alvorada – RS.
Com os depoimentos deste grupo foi possível enxergar o desafio do trabalho colaborativo sob a ótica dos diferentes agentes que constituem a rede de cultural. Centros Culturais, Representantes do Governo, Associações de Mídia Independente, Grupos de Economia Solidária e Projetos de Cultura Digital expuseram aos presentes diferentes visões sobre os Desafios de interagir e contribuir para uma via alternativa ao mercado.
Segundo Dione a economia solidária é um canal alternativo para quem vive a margem dos grandes mercados e a comunicação é o cerne disso tudo. Comunicação foi a palavra chave da fala de Josué que contou as experiências da ABRACO em defesa das rádios comunitárias e como a ação em rede para pressionar e fortalecer a luta em defesa da liberdade de comunicação. Rosane falou dos alicerces que compõe o Cultura Viva principal ação do MinC neste governo. Segundo ela os Pontos de Cultura estimulam a cultura e comunicação livre e tem o software livre como pilar do seu trabalho.
Software livre foi um tema constantemente abordado por Sady Jacques que falou calcado na bagagem de nove anos a frente da organização de um dos principais eventos da área no Brasil. Sady reforçou o desafio que a ASL tem a frente este ano com a aprovação do Pontão Minuano e a missão de apoiar os mais de 70 pontos de cultura da região sul do país oferecendo suporte, manutenção e treinamento em soluções livres.
Fazendo a ponte entre os pontos levantados foi apresentado o iTEIA, rede de cultura e cidadania que se propõe a abrigar produção multimídia dos coletivos culturais. O iTEIA tem o intuito de ser uma via alternativa os canais de comunicação do mercado apostando na internet como difusora de conteúdos. Após a apropriação da ferramenta pelos pontos de cultura e centros culturais do país a segunda meta é poder oferecer a estes colaboradores uma ferramenta de loja virtual e criar alternativas de geração de renda aos membros da rede.
Com as diferentes visões perguntas começam a pular. O Desenvolvimento de um sistema de loja virtual em software livre se torna uma solução geradora de novos desafios. Como seria viabilizada esta logística? Simultâneamente, na outra ponta da rede existem outras preocupações, se tivermos a logística, como criar uma ferramenta livre para viabilizar o comércio eletrônico cultural? Momentos como este possibilitam identificarmos como está formada a teia de articulações e como os elementos se enlaçam na trama.
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